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Posted on sábado, 7 de abril de 2012 · Leave a Comment
Estranha essa distância metafórica que se instala entre nós
e quem amamos, quando somos separados pela distância real.
Por enquanto, tenho sobrinho único. Que por sinal, também é o
primeiro filho e primeiro neto. (informação desnecessária?) Só pra vc entender
a atenção que rola.
Ele nasceu aqui em Goianésia, e a família toda se acostumou
a mimá-lo. Enquanto morava aqui, cada novo episódio de seu desenvolvimento (quem tem crianças em casa
entende) foi comemorado com louvor e
motivo de muitos dias de repetição de algo irrelevante pra os outros, mas, que pra
nós, parecia a descoberta do sentido da vida. rs
Bem no meio desses dias de pura diversão e descoberta foi
posto um obstáculo: meu irmão se mudou. Uns 120 km daqui. Perto, se levar em consideração
onde fica o Japão; mas quando me lembro que eles moravam no bairro ao lado, pra
onde eu ia quase todo dia, é longe, muito longe.
Bem, as novidades que eu acompanhava diariamente, agora se
tornaram periódicas. Com o coração apertado, aguardo ansiosamente o dia de
ir vê-lo. Imagina a expectativa, aumentada pelos telefonemas da minha cunhada
contando sobre a pronúncia das primeiras palavras, os primeiros passos, as artes
aprontadas, os tombos e as invenções infantis do ser mais lindo do meu mundo.
É, acredite, é uma baita expectativa. E ele só tem 1 ano e 3 meses. Há tanto, tanto pela frente.
Fui vê-lo nesse feriado e algo se destacou. Ele ta
andando pra todo lado, se sentindo todo independente. Colo? Nem pensar. O
destaque vai para a forma como me senti estranha aos olhos dele.
Aquele bb que adorava meu colo, agora me espreita, tentando
manter-se escondido nas pernas da mãe. Ai que vontade de apertá-lo, beijá-lo,
fazer carinho e receber o carinho inocente dele. Mas tive que esperar o tempo
e a aproximação voluntária. Forçar estragaria tudo.
Coisa de criança. Mas também coisa de adulto né? Quem nunca passou por isso? Tempos longe de alguém que se
ama, e no momento do tão esperado reencontro, as coisas ficarem estranhas e
desconfortáveis?
Forçar estraga tudo, repito. É preciso paciência e amor. É
preciso acreditar que a distância está tentando romper os vínculos, mas a gente
reconstrói tudo de novo, leve o tempo que for preciso.
Eu, a titia babona, ali naquele momento, olhando pra ele, o meu amorzinho; eu, pra ele, a estranha. Algum tempo depois ele começou a
me dar certo crédito. Já tava todo sapeca e solto. Pronto, eu o tinha!
E advinha? Já era hora de voltar pra casa. Deixei-o, com o coração
pequenininho, sabendo que teria que conquistá-lo de novo e de novo, a cada novo
reencontro. Mas sempre valerá a pena. Eu o amo e é isso que quem ama faz.
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- Jordana Sousa
- Deus tem prioridade na minha vida. Sirvo-o de coração. Falo demais, penso demais e às vezes viajo demais (tipo na maionese!) Às vezes idosa pra tão pouca idade. Outras vezes muleca demais pra tanta idade!
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