Rosas cálidas


Olhou-a e viu-se preso pelo olhar
Que beleza era aquela, que cheiro
Que delicadeza, quis tocar

Tocou...

Foi de leve, temendo machucar
Espessura de pluma, no toque, cálida
Que perfeição, quis consigo levar

Arrancou-a...

Sentiu-a diferente, mas parecia igual
Ela se recusava a encará-lo, ares de decepcionada
Não tinha mais graça admirá-la, definhava

Abandonou-a...


Rosa idiota, não devia ter-lhe prendido o olhar
Que serventia lhe teria? Tão perfeita, mas sem vida
Culpa dela! Quem mandou provocar?

Foi embora...

Deixou-a no chão, desfalecendo,
E a rosa, que antes, cheia de vida em sua roseira, achava-se presa
Agora, morrendo, entendeu: não era prisão, era liberdade
Pena ser tarde demais.




Leave A Comment

O que procura?

Quer saber?

Minha foto
Jordana Sousa
Deus tem prioridade na minha vida. Sirvo-o de coração. Falo demais, penso demais e às vezes viajo demais (tipo na maionese!) Às vezes idosa pra tão pouca idade. Outras vezes muleca demais pra tanta idade!
Ver meu perfil completo
Tecnologia do Blogger.
.

Seguidores